Vacine-se Contra a Rubéola
A Rubeola é uma doença contagiosa causada por um vírus, normalmente benígna, exceto quando atinge uma mulher grávida, podendo provocar aborto ou defeitos congênitos no bebê.
O que é a Rubéola? É uma doença contagiosa causada por um vírus. A transmissão
ocorre de pessoa a pessoa por via respiratória, isto é, o
indivíduo doente lança no ar o vírus existente nas secreções
nasais e da garganta.
A pessoa não protegida, quando infectada poderá apresentar
após um período de incubação de cerca de 20 dias: febre baixa,
manchas vermelhas pelo corpo, "ínguas" no pescoço e nuca.
Vários casos podem não apresentar o exantema e a doença passar
despercebida.
Como prevenir a rubéola?
A prevenção da rubéola é feita através da vacinação. A vacina
contra a rubéola contém o vírus vivo atenuado, isto é enfraquecido,
mas com capacidade de induzir o organismo humano a produzir
anticorpos. No calendário de vacinação de rotina a vacina
é aplicada aos 15 meses (junto com as vacinas contra o sarampo
e a caxumba). Para conseguir a erradicação da
Rubéola e da SRC também são feitas campanhas
anuais de vacinação.
Todas as pessoas vacinadas estão
protegidas?
A vacina contra a rubéola é muito boa, tem 95% de eficácia
quando aplicada após o primeiro ano de vida. Antes de engravidar,
a mulher precisa saber se está ou não imunizada
contra a rubéola, via vacina ou imunização
natural (ter contraído anteriormente a doença).
Caso não esteja imunizada, por precaução
a vacina só pode ser tomada pelo menos um mês
antes de a mulher engravidar.
Estão
ocorrendo casos de rubéola no Brasil?
Sim. O Sistema de Vigilância da doença detectou inúmeros surtos
de rubéola no ano 2000. No Brasil, a redução
na incidência da rubéola em mulheres foi resultado
das ações de vacinação realizadas
a partir de 2001, usando a vacina dupla viral (DV). Infelizmente
tais medidas não conseguiram interromper a circulação
do vírus da doença, tendo-se, em conseqüência,
registro de surto em 2006 que se estendeu pelo ano de 2007.
Foram mais de 8.564 casos, sendo que, destes, 161 foram em
mulheres grávidas, resultando em 17 casos da SRC. A
maior proporção da doença ocorreu nas pessoas entre 20 a 29
anos de idade.
Quais os sintomas da rubéola?
Os sintomas da rubéola aparecem sob a forma de manchas
vermelhas no rosto, couro cabeludo e pescoço e que
se espalham pelo corpo e coçam; um pouco de catarro;
gânglios doloridos atrás das orelhas; dores nas
juntas das mãos e outras. Alguns sintomas gripais,
dor de cabeça, dores generalizadas, conjuntivite, coriza
e tosse, podem estar presentes durante este mesmo período.
Estes sintomas são inespecíficos, ou seja, eles
podem ser confundidos com os sintomas de uma série
de outras doenças, tais como gripe, sarampo, escarlatina
e dengue. Por isso, o diagnóstico definitivo da rubéola
é feito através de um exame de sangue. Até
50% dos casos de rubéola são assintomáticos,
mas podem contagiar outras pessoas susceptíveis e disseminar
a infecção.
A rubéola é doença grave?
Normalmente a rubéola é benigna, exceto quando atinge uma
mulher grávida. A rubéola na mulher grávida é uma
doença grave porque pode causar um em abortamento
espontâneo, natimortos (feto que morreu dentro do útero
ou durante o parto) e malformações múltiplas,
como: problemas no coração, cegueira, surdez, retardo mental,
etc. Estas anomalias no recém nascido caracterizam a Síndrome
da Rubéola Congênita (SRC).
A mulher grávida pode receber a vacina?
Não se recomenda à administração
de vacinas de vírus durante a gravidez. As mulheres
grávidas deverão procurar a unidade de saúde
logo após o parto ou aborto para serem vacinadas. Estudos
realizados até o momento no acompanhamento de mulheres
grávidas vacinadas inadvertidamente com a vacina contra
a rubéola, não registraram a ocorrência
de malformações compatíveis com a SRC
em nenhum dos recém-nascidos acompanhados. No entanto,
a título de precaução e no sentido de
evitar associação indevida entre o uso da vacina
e a ocorrência de abortos ou natimortos (feto que morreu
dentro do útero ou durante o parto), as mulheres vacinadas
deverão evitar a gravidez por, pelo menos, 28 dias
(vinte e oito dias) depois da vacinação. As
gestantes que, inadvertidamente, forem vacinadas devem buscar
orientação em um Posto de Saúde ou diretamente com o médico
que esteja acompanhando o pré-natal.
(dados atualizados em 08/08/08)
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