Vai viajar? Não esqueça a vacina
Muitos roteiros recomendam ou até exigem que o viajante se vacine antes
Quando planejar sua viagem de férias ou lua-de-mel não esqueça da vacina. Muitos destinos nacionais e internacionais recomendam ou exigem do turista imunizantes como a da febre amarela e do sarampo
Na hora de planejar aquela viagem de lua-de-mel, férias, turismo e até a trabalho, a gente costuma pensar em quase tudo – passagens, malas, roupas, roteiros e até seguro. Mas, e as vacinas, estão em dia? Muitos roteiros, tanto no Brasil quanto no exterior, recomendam ou até exigem que o viajante tome imunizantes para se proteger contra doenças comuns da região e também para não “levar” doenças infecciosas para o lugar de destino.

Importante: as exigências vacinais não se aplicam apenas ao destino final da lua de mel. Se o voo tiver escala ou conexão em um país que exige o Certificado Internacional de Vacinação ou Profilaxia (CIVP) – muito comum em conexões na América Latina, África ou Ásia -, o documento será exigido no embarque. Alguns países ou situações de viagem específicas podem solicitar comprovante de imunização contra Poliomielite ou Meningite C/ACWY (como peregrinações ou regiões específicas).
As vacinas exigidas, normalmente, visam a proteção da população de um país e não necessariamente a do viajante. Já as recomendadas são para a proteção do viajante. Nem sempre as vacinas recomendadas e as exigidas são as mesmas e podem variar entre países ou regiões e também de um período para o outro. Antes de viajar, consulte seu agente de viagem ou os órgãos oficiais: Embratur, Ministério da Saúde, Ministério do Turismo, embaixadas ou consulados.
As vacinas podem promover imunidade de longa duração (do sarampo, febre amarela, etc.) ou por apenas alguns anos (da covid, febre tifoide, meningites A e C, etc.). As vacinas devem ser aplicadas com antecedência para que produzam a proteção adequada. A da febre amarela, por exemplo, deve ser aplicada ao menos 10 dias antes da viagem. Para algumas, como a da hepatite A, é necessário mais de uma dose. A maioria dos destinos internacionais suspendeu a exigência obrigatória do certificado de Covid-19, mas é recomendável manter o comprovante no Meu SUS Digital atualizado por precaução.
Cuidado: para a maioria das doenças infecciosas, como a malária ou a doença de Chagas, ainda não existem vacinas eficazes. Portanto, o viajante também deve tomar todas as precauções necessárias, como hábitos de higiene adequados, não consumir água ou alimento de origem duvidosa e se proteger dos mosquitos e outros insetos que causam doenças. Além disso, as vacinas, embora eficazes, não são isentas de efeitos colaterais ou de falhas. Consulte sempre seu médico antes de tomar um imunizante.
Sarampo, rubéola e febre amarela
O Brasil exige um certificado internacional contra Febre Amarela dos turistas que estiveram em trânsito nos últimos três meses ou que estejam vindo de alguns países, como Angola, Bolívia, Camarões, Colômbia, Equador, Nigéria, Peru, Venezuela etc. O aplicativo oficial do Ministério da Saúde para verificação e emissão rápida do CIVP é o Meu SUS Digital (substituto do antigo ConecteSUS). Se a vacina tiver sido aplicada antes de 30/12/2022 ou não constar automaticamente no aplicativo, o pedido deve ser feito pelo portal Gov.br (buscando pelo serviço “Obter o Certificado Internacional de Vacinação”). A Anvisa analisa os comprovantes enviados e disponibiliza o CIVP digital para impressão.
Caso um dos noivos tenha contraindicação médica para a vacina (ex.: imunossupressão, alergia grave aos componentes ou gestação), é necessário portar o Atestado Médico Internacional de Isenção de Vacinação. Esse atestado deve ser emitido pelo médico em formulário próprio (de preferência em inglês/francês) e ser apresentado à imigração do país de destino.
A vacina contra Febre Amarela também é recomendada a todos os turistas que pretendam visitar: qualquer estado e município das regiões Norte e Centro-Oeste; os municípios do Maranhão e de Minas Gerais; os municípios do sul do Piauí, oeste e sul da Bahia; norte do Espírito Santo; noroeste de São Paulo; e oeste do Paraná, de Santa Catarina e do Rio Grande do Sul. A Organização Mundial da Saúde (OMS) e a Anvisa consideram a dose única da vacina contra febre amarela suficiente para a vida toda. Quem já possui o certificado não precisa renovar.
Importante: quase todo o litoral brasileiro é considerado sem risco de contração da febre amarela, na área que vai do Rio Grande do Sul ao Piauí, com exceção do norte do Espírito Santo e do sul da Bahia. As maiores incidências da doença estão nas regiões ribeirinhas, rurais e de mata.
Já para quem vai viajar para o exterior a recomendação do Ministério da Saúde é para que se vacinem contra o Sarampo e a Rubéola, em especial destinos da Europa (onde há epidemia), Estados Unidos e demais países da América. A vacina tríplice viral está disponível na rede pública de saúde (SUS) e também protege contra a caxumba. O ideal é que o turista procure um posto de vacinação 15 dias antes de viajar.


